O Profissional de Varejo do Futuro

Atualizado: Nov 8



A pandemia e a crise econômica mudaram completamente os hábitos dos consumidores. Devido ao isolamento social, as pessoas foram obrigadas a utilizar exclusivamente os canais digitais para realizar as suas compras. Com isso, o comércio eletrônico registou um crescimento significativo nos últimos meses.


De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm), entre janeiro e novembro de 2020, as compras realizadas online cresceram 70,3% em comparação com 2019. Já o faturamento atingiu a marca de R$ 115,32 bilhões, 69,6% a mais que o ano passado.


Com a alta demanda, os empreendedores também tiveram que se adaptar e migrar a sua loja para o e-commerce. O estudo ainda mostra que foram criados 150 mil novos canais de vendas online neste período de pandemia, enquanto a média mensal era de 10 mil. Esses dados indicam que o setor tem passado por uma grande transformação.


Com certeza, pode-se afirmar que o varejo pós-pandemia será muito mais digital e focado na experiência do cliente. O comércio eletrônico vai ter um papel importante nesse processo de mudança e as redes sociais ganharão força nos próximos anos. Isso porque as marcas já perceberam que elas devem se aproximar cada vez mais do seu público-alvo e migrar para onde eles estão.


Podemos concluir que o futuro do varejo está ligado à tecnologia, mas vai muito além isso. Existe um fator que não pode ser ignorado: o capital humano.


Durante sua apresentação sobre o Futuro do Varejo para nossa equipe, Eduardo Terra, sócio-diretor da BTR Educação e Consultoria e presidente da SBVC (Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo), destacou as principais qualidades do profissional de varejo do futuro (e o futuro já começou):


  1. Os profissionais precisam ter uma abertura ao aprendizado e à mudança que antes não tinham. Pois tudo muda – a pandemia nos mostrou isso;

  2. As pessoas, de modo geral e no varejo, precisam estar abertas a formas diferentes de trabalho – novas formas de as equipes se organizarem, novos modelos de projetos menos hierarquizados – e saber trabalhar de forma remota;

  3. Além disso, precisam ter conhecimento sobre as novas tecnologias.


Em resumo, DNA tecnológico + cabeça aberta para mudança e aprendizado + flexibilidade no modo de trabalhar = profissional bom na sua área, incluindo a logística.


Além dessas destacadas por Eduardo Terra, existem outras habilidades e características imprescindíveis para os colaboradores que atuam no varejo. Elas favorecem a comunicação e ajudam a proporcionar ao cliente experiências diferenciadas: criatividade, controle emocional, autoaprendizagem, e empatia.


Até aqui, você viu que o Varejo 4.0 é caracterizado pela transformação digital, mas também exige um trabalho eficiente e estratégico dos colaboradores. Para transformar o atendimento ao cliente e formar verdadeiros talentos, as equipes de Recursos Humanos precisam superar alguns obstáculos como conectar gerações, oferecer bons treinamentos, e entregar um propósito.


Se pudermos destacar as principais dicas para transformar as equipes de varejo, elas seriam: seja transparente; defina uma cultura para a empresa; avalie e dê bons feedbacks.


A tecnologia não veio para aniquilar o trabalho humano, mas sim para ajudá-lo a ser mais eficiente. Isso porque, por mais que o consumidor moderno seja um fã declarado da transformação digital, ele não renuncia ao contato pessoal. Um estudo da PwC concluiu que 80% dos consumidores esperam que existam mais interações humanas no futuro.


Ou seja, vale investir em tecnologia, mas o cliente quer mesmo é ser atendido. Isso exige uma equipe de trabalho prestativa, qualificada e eficiente. Com isso, o futuro do varejo tem estreita relação com o futuro do trabalho. O atendimento personalizado e eficaz faz — e continuará fazendo — toda a diferença nos resultados empresariais.


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